Aeroporto de Santos Dumond, 17.00 hs, destino São Paulo evento de lançamento de uma nova coleção de roupas black-tie para as teen de Arthur Calliman...
Depois de um dia corrido e exaustivo, saindo de uma externa de gravação em um lugar aberto, praça de Quintino, bairro Madureira no Rio... quase 40 graus, um calor terrivel, seguindo via linha amarela, rumo ao aeroporto, trafego lento, engarrafamento intolerante...mas salvas pelo ar condicionado no carro e uma seleção de musicas de Renato Russo.
Finalmente o chekin e o aguardo de 30 mins no portão 02, aeronave ao solo e o embarque...
Decolagem suave, vista maravilhosa da baia de guanabara, quando...
Momento tenso, pulsação ofegante, tremor nas pernas e maõs, sinto o estomago subir e descer em questão de segundos que pareciam uma eternidade, aeronave em declive e aclive, se não fosse pelo cinto de segurança, meu corpo flutuaria pelo ar...
Mudanças repentinas na velocidade com movimentos bruscos, e quedas de mascaras de oxigênio do teto, uma de minhas mãos mesmo tremula e que transpirava segurava e apertava uma das mãos da Carol, sentada ao meu lado, uma onda de panico sobre os tripulantes, comandantes de bordo tentando se equilibrar e acalmar aos passageiros do voo 3939, gritos, medo, um choro abafado, uma oração...passamos por uma terrivel turbulência! silêncio e ouve-se a voz do piloto, solicitando que todos se mantivem-se em calma, sentados e não soltam-se os cintos, pois estavamos enfrentando uma movimentação de ar em grandes altitudes o que causava o balanço oscilante da aeronave...foi tudo muito rápido, mas parecia congelado em camera lenta toda esta movimentação...neste instante, passou um filminho na minha mente, eu criança, adolescente e tudo o que ja vivi...estava inerte!
Agora eu sei o que sentimos quando prevemos o perigo da morte.