Seja bem vindo(a)!

Há sempre alguém na vida da gente...alguém que aparece sorrindo, alguém que nos deixa chorando, e por mais que a gente tente esquecer...

Há sempre alguém impossível de esquecer...

Aqui vai um pouco da minha essência....

Tudo o que penso, sou e sinto...assim sou eu e meu blog.

Espero que curtam este espaço e desde já agradeço pela visita...

Sintam-se a vontade!



















Ainda existe o preconceito!

Hoje se pensa que o mundo está evoluído, que esta mais fácil de se viver, que as mentes das pessoas estão mais abertas para o seu desenvolvimento, mas infelizmente essa não é a realidade, tudo não passa de bla-blá...
Aonde eu quero chegar? Apenas indignação com o modo das pessoas encararem a realidade da vida... ontem sai com uma amiga chamada Sara, super carismática, meiga, inteligente, um doce de pessoa, e aonde passavamos, eu pude perceber olhares de estranhamento, piedade e curiosidade...
Logo pensei que num pais como este, em que pessoas enfrentam fome, desemprego, violência, enchentes e muitas doenças ainda possam existir preconceito.
A Sara minha amiga, tem uma pequena deficiência que atingiu o lado esquerdo, deixando parte do seu antebraço e perna atrofiados, segundo ela por falta de cuidados quando criança, ela nascera perfeita, mais houve um problema aos 03 anos de idade e pelo que pude entender, sofreu uma certa paralisia, seus pais até tentaram ajuda-la com fisioterapias, mais foram deixando de lado a medida que ela cresceu...
Mais isto não tirou a força e determinação de Sara, é uma moça independente, vai a qualquer lugar a qualquer hora, sem incomodar ou precisar de ajuda de alguém, faz caminhadas precisas e num ritmo rapido, mesmo não tendo firmeza em sua perna esquerda, não deixa de ser ativa, além de caminhar para qualquer lugar, ainda ajuda nas tarefas domésticas... todas as vezes que a reencontro, sempe esta linda, perfumada e com um sorriso nos lábios, nunca reclamou de nada.
Aceitei um convite dela para acompanha-la até a igreja que ela frequenta e observei quando caminhavamos próximo a igreja como as pessoas se viravam ou a encaravam com ar de piedade e curiosidade, isto me incomodou por demais...é como se fosse uma coisa bizzarra de outro mundo...
“Puxa, os deficientes são pessoas!?” Pensam, raciocinam e observam como qualquer um de nós, que nos julgamos a perfeição em pessoa...eles são muito mais evoluídos, são especiais...mais ainda assim os olhares e comentários entre pessoas que estão próximas, geralmente, considerando-os como coitados, alguém a se ter pena ou então como um herói, são outros comportamentos habituais que incomodam.
São seres humanos que precisam ser reconhecidos pela capacidade que tem...precisam lutar para que sejam reconhecidos porque são capazes e não simplesmente para que haja um cumprimento de uma lei, que obrigam empresas a terem cotas para deficientes...precisam lutar para vencer todas as barreiras arquitetônicas que a impedem de transitar livremente pelas ruas com suas cadeiras motorizada, por calçadas planas regularizadas aonde se possa caminhar, sem perigo de cair por causa dos buracos.
Resumindo: o preconceito ainda existe firme e forte! Um pouco mais oculto, escondido, pois, hoje em dia “pega mal” ser preconceituoso... E, por isso mesmo, mais difícil de ser combatido.
É preciso falar, escrever, ler, conversar e, sobretudo, conviver com as pessoas com deficiência. Não há crime em se ter preconceito. O crime é negar isso e se recusar a eliminá-lo.

Síndrome da segunda-feira...

Quando a musica do Fantástico anuncia que o domingo está chegando ao fim, muita gente sofre por não ter aproveitado a folga como devia...inclusive eu (passa tão rápido o final de semana)...
No dia seguinte, até o corpo se recusa a sair da cama para trabalhar. O pior é que, quando a semana começa dessa forma, sem o mínimo ânimo, dificilmente se recupera até a sexta-feira.
Resultado: A semana será improdutiva. A saída é ter menos expectativa com o sábado e domingo e mudar sua relação com o trabalho.
Dicas:
Não veja sua atividade como escravidão. Se você não tem o emprego dos seus sonhos, tente algo melhor.
Evite adiar o compromisso chato da sexta-feira para a segunda. Do contrário, você corre o risco de passar o fim de semana angustiado.
Se gosta de encontrar os amigos, marque o happy-hour para a segunda-feira. A semana já começa com promessa de lazer.
Então meus caros...relaxem e aproveitem cada segundo e minutos do seu final de semana, afinal de contas o bom da vida é saber viver!
beijokas e juízo, não se esqueçam que se beberem não dirijam e se forem dirigir não bebam...

Rir é o melhor remédio...

DETALHES SUTIS... Diferenças entre você e seu chefe: - Quando você não faz uma coisa, é preguiçoso, Quando seu chefe não a faz, é ocupado demais. - Qando você comete um erro é um idiota, Quando seu chefe comete um erro, é por ser humano. - Quando você faz alguma coisa sem que lhe tenham pedido, está passando por cima de alguém. Quando o seu chefe lhe faz o mesmo, chama-se iniciativa. - Quando você deixa o escritório, está voando. Quando seu chefe deixa o escritório, está a serviço.

O GRILO

Reino: Animalia
Filo:Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Orthoptera
Subordem: Ensifera
Família: Grylloidea
O grilo é um inseto ortóptero que quer dizer, possui asas superiores retas e coriáceas recobrindo as asas inferiores mais largas, dobradas no seu sentido longitudial. O grilo possui uma longa antena, órgãos auditivos nas asas anteriores. Os machos produzem sons chamados de estrilar para atrair a fêmea. O som é produzido pelo atrito dos pêlos que se encontram nas suas asas. Normalmente o estrilado do grilo é intenso para atrair a fêmea e se torna mais suave quando inicia o processo de cortejo. As fêmeas possuem um órgão ovopositor característico. Eles cavam até meio metro de profundidade para uma habitação circular aonde o macho vai para cantar. O grilo é um inseto de hábito noturno que costuma cantar. Diz o folclore brasileiro que quando se acha um grilo cantando em casa, não pode espantá-lo, pois o canto do grilo em casa significa dinheiro e sorte. Em algumas culturas, o grilo é considerado de estimação e em outros é tido como comida bastante apreciada. Para os asiáticos, o grilo é o inseto mais consumido nas refeições por ter apenas 121 calorias e serem ricos em cálcio.
***
...e para entenderem sobre o porque da descrição do grilo lá vai...
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"Estes dias fui fazer um lanche com amigas no intervalo de um curso noturno, fomos a um fast-food, eu me sentei no canto ao lado da parede, estávamos em 06 mulheres, batendo papo e fofocando, quando vi que algo voou sobre a minha cabeça, levei um susto! e de imediato me joguei abraçando os ombros de uma amiga que estava do meu lado, procurando por proteção..rs
Elas caíram na gargalhada, dizendo tratar-se apenas de um grilo verde, que era sinal de "esperança"...
- Grilo?!!! indaguei com olhos arregalados!
Puxa vida! me justifiquei, dizendo que não era melindrosa, e não tinha medo destes insetos, que até barata que sentia um certo asco conseguia enfrentar numa boa...
O susto foi porque não tinha visto o inseto, foi muito rápido e de relance, aos meus olhos parecia grande..rs
conclusão: O grilo ficou o tempo todo do meu lado direito na parede e quando comecei a falar sobre ele, este posou sobre a mesa ficando bem no cantinho do meu lado , reparei que ele estava sem uma das perninhas traseira, eu conversei com ele e disse que ele era muito bem vindo, já que veio trazer-me sorte e esperança, dentre todos que estavam sentados ali naquele momento, eu fora a escolhida..rs
Como estava comendo umas delicias de espinafre, deixei uma migalhinha a frente dele sobre um guardanapo branco...
Fiquei encantada e surpresa! quando ele veio posar sobre o guardanapo, ergueu as mãozinhas e pegou a migalhinha para se alimentar...
Ahh! que coisa linda, o contraste daquele guardanapo branco e um grilo verdinho, se alimentado e segurando com suas duas patinhas uma migalha também verde... nem queria mais ir embora, tentei fotografa-lo, mais tinha deixado minha bolsa no Instituto com celular e camera dentro, minha amiga tirou foto com o celular dela mais ainda não me repassou, queria posta-lo aqui neste blog... Logo pensei em Deus e em suas criações maravilhosas! fiquei xonada com aquela criaturinha, se pudesse tinha colocado ele sobre meus ombros e teria levado comigo...fui embora dali pesarosa e fazendo mil recomendações ao garçon que não espantasse e deixasse ele terminar de se alimentar...sabe naquela noite eu me senti especial e esperançosa de que algo bom vem por ai...Deus abençoe!

Herbet

Não importar se o texto é de Hebert ou de Rosana Hermann, o que importa é a verdade e a realidade contidas neste texto, ainda mais se tratando de um país em que todos os valores estão invertidos e as pessoas se preocupando cada vez mais com a imagem do que com os valores éticos e morais... Eu só tenho a admirar cada vez mais este tipo de mensagem sem hipocrisia e que acrescente algo para muitas mentes vazias...
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Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. " Cuide bem do seu amor, seja ele quem for " (Herbert Viana)

O Paradoxo do Nosso Tempo

Recebi um e-mail da Simone uma amiga querida, pedindo para que eu refletisse sobre um texto de George Carlin, quis postar neste blog, porque achei verdadeiro e coerente.
"Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós amamos raramente, e odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida, e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas não cruzamos a rua pra encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; Dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; Escrevemos mais, mas aprendemos menos; Planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; Tempo do homem grande de caráter pequeno; Dos lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis. Dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar em “delete”. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à seu esposo (a) e às pessoas que ama. Mas em primeiro lugar, se ame... se ame muito e a Deus sobre todas as coisas...um beijo e/ou abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que fazem parte de sua vida".

Friends forever...

Amigos para sempre é o que nós iremos ser... Na primavera ou em qualquer das estações....Nas horas tristes nos momentos de prazer...
Durval e eu no "Viseu", tomando uma Morteña...It's beer uruguay ...

Reencontro...

Que alegria poder reencontrar amigos...
Durval um amigo do tempo do ginásio...Nossa! quanta felicidade poder regressar ao passado, doce idade, aonde tudo era sorrisos, aventuras, despreocupações...
E vc meu amigo, invejado desde da epóca do ginásio por ser bendito entre as Mulheres, pois era o unico que fazia parte do nossos segredos, nossas aventuras...
Adorei te reencontrar e ver que vc esta bem, realizado profissionalmente, lindo filhos e que continua com o mesmo sorriso maroto de tempos atrás...
A cerveja uruguaia que tomei contigo, teve um sabor mais que especial, o do reencontro de velhos amigos com sonhos infinitos e uma saudade gostosa daqueles tempos de outrora...

O pequeno anjo retorna a casa do Pai...

Depois que meu pequeno anjo se foi para o Instituto médico legal, o médico veio me perguntar se eu queria fazer autópsia para saber o motivo da causa mortis, eu disse que não seria necessário, uma vez que isto não iria me confortar em nada, autorizando a ele atestar na certidão de óbito que a causa mortis era devido a hipertensão intracraniana...
Me questionei muito o porque ele não teria feito o parto antes, se eu já apresentava um quadro de hipertensão, se eu já tinha um histórico com antecedentes, porque ? porque? cheguei a achar que foi descaso, negligência médica...mais de nada me adiantaria levar estes questionamentos adiante, isto não traria mais minha filha de volta...me fechei em luto...
Difícil para mim, foi quando sai do centro cirúrgico e foi transferia para o quarto, ao passar de maca pelos corredores da maternidade, vi muitos quartos com flores em suas portas e placas na porta dos quartos com os nomes dos recém-chegados...meus olhos encheram de lágrimas, pois a placa com o nome da minha Thuany também estava lá na malinha dela, e não fora colocado na porta, pois ali naquele quarto, ela não estaria...
Momentos de muita tristeza, ao escolher uma peça de roupa para vestirem nela para o sepultamento, escolhi um macacão de linho na cor rosa, todo bordado de miçangas e lantejoulas, este seria a roupa para a saída da maternidade direto para a casa, se ela tivesse sobrevivido.
Não a vi depois de vestida, estava em resguardo por causa dos pontos da minha cesarea e não tive coragem para descer até o IML, ela fora colocada em um caixãozinho branco, todo enfeitado de crisantemos rosa, e houve um pequeno cortejo, somente dos familiares, meu marido vestiu um terno preto e levava nos braços dele o pequeno caixão branco, lágrimas e soluços corriam nos olhos dele, pois a sua pequena princesa, iria para a morada do pai eterno, e a mãe dela, naquele momento não podia acompanha-la até o seu sepultamento, porque ainda estava se recuperando da cesariana, aonde os meus pensamentos estavam todos naquele pequeno cortejo...
Em sua lápide apenas THUANY um pequeno anjo...
Tive forças para superar tudo, quando meu filho naquela epóca com 03 anos e meio, foi me visitar no hospital e ao chegar lá e me ver, correu para a minha cama a me abraçar e me beijar, estava com saudades da mãe dele, ele tão puro e ingênuo não entendia nada do que estava acontecendo, apenas repetiu o que disseram para ele que a sua irmãzinha estava com papai do céu...
Retornando para casa tive outro momento de choro e comoção ao adentrar no quarto e ver tudo o que tinha preparado para ela, desde do carrinho, até o mobíle para o berço, fui direto na gaveta aonde estava as roupinhas que tinha preparado para ela, queria toca-las, mais não as encontrei, minha mãe tinha recolhido tudo para evitar mais sofrimento ao meu coração.
Passado uma semana, de volta ao médico para retirada dos pontos, me calei, não quis mais falar sobre o ocorrido, era uma forma de me defender para o meu coração não sofrer, mais os olhares cúmplices do meu marido, dirigindo e olhando o tempo todo para mim, que estava ao lado dele no banco do carona, me fizeram explodir em choro e questionamentos do porque isto aconteceu?
Porque Deus permitiu isto, eu me sentia culpada, por no começo te-la rejeitado, ao invés de te-la amado assim que soube da gravidez.. na minha cabeça era como seu estivesse sendo castigada...foi um período de muitos questionamentos, até entender de que tinha que ser assim, que o tempo dela aqui na terra, foi apenas no meu ventre, que ela viria apenas por aquele tempo para cumprir a missão dela, e se ela tivesse nascido antes do tempo como questionei, poderia ter vindo com sequelas e que eu não estaria preparada para isto...que Deus sabe tudo o que faz...
Me conformei e continue vivendo a minha vida, ganhei afilhadas para batizar e uma sobrinha a quem os pais deram o nome da minha Thuany em homenagem a meu pequeno anjo...

Cotidiano

Ontem um domingo chuvoso, passei o dia em casa e aproveitei para começar a ler um livro, são mensagens para a vida diária, um livro de auto-ajuda, que tem o propósito de trazer-nos confiança e pensamentos positivos em todas as situações que passamos no dia a dia...
Eu gosto muito deste tipo de leitura, busco tudo o que me ajuda a viver melhor e isto me faz parar e refletir em muitas coisas que passo e acho que estou certa, e me dou conta de quanto fico cega diante de situações que eu mesmo provoco e me coloco como vitima... tudo é ação e reação e esta em nós sabermos lidar e entender o porque passamos por tal coisa, basta a calma e discernimento, e tudo tem solução.
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Hoje é o aniversário de São Paulo 456 anos, Parabéns! grande metropole opaca de aspecto cinzento, reflexo do excesso de cimento, na selva de pedra e de grandes arranhas céus, nos remete ao um mundo de competição e paixões, cidade sem preconceito, recebe todos de braços abertos, sejam filhos da pátria ou estrangeiros, uma cidade que mesmo poluída, tem encantos mil, São Paulo da garoa, da enchentes, do futebol, carnaval e de gente como a gente...

Um pequeno anjo dentro de mim...

Senhor Permita...Que eu aceite as minhas derrotas, assim eu ficarei feliz com minhas vitórias...
Que a cada dia eu possa agradecer pelo nascer do sol, como pela noite que se vai...
Que eu posso perdoar a quem me fere sem mágoas, sem me sentir uma vitima por isso...
Que eu seja humilde e perceba que a minha volta outros sofrem bem mais do que eu...
Que eu consiga sorrir mais, chorar menos e ser feliz com o que me destes...
Que eu consiga aprender que sou apenas um ser vivo, neste imenso universo só seu, e respeite todas as outras formas de vida como sendo criação sua.
Que eu saiba agradecer o fato de ter podido ter em meu ventre, mesmo que em período curto a morada de um pequeno anjo...este que fora concebido e regressado para vossa casa, sem ter aberto os olhos para este mundo...
O pequeno anjo chama-se Thuany, eu carreguei em meu ventre por 36 semanas, e pude vislumbrar mesmo que suja de placenta e sangue na hora do seu nascimento o seu pequeno rosto...
Minha filha veio ao mundo como um bebe natimorto, hoje ela teria 14 anos de vida...
Esta é mais uma fase dificil que passei na minha vida, não sei justificar o que aconteceu, erro ou descaso médico talvez? não sei se devo julgar, quero acreditar que era por que tinha ser, estava escrito que seria assim...quis entender que ela não seria deste mundo e que seria um pequeno anjo mesmo a qual veio se abrigar ali dentro do meu ventre e que teria me escolhido para ser sua mãe...
Meu filho já estava com 03 anos e meio quando engravidei novamente, não foi planejada, mais aconteceu, e de uma forma que eu não esperava, visto eu estar ovulando, não tomava nenhum contraceptivo, até mesmo porque me fazia super mal, fazia apenas o uso de preservativos e da famosa tabelinha...aconteceu!
Só descobri a gravidez por causa de um mal estar que vinha sentindo e confesso que quando descobri fiquei triste e preocupada, pois dentro de mim, cresceu um medo de ter que passar novamente por tudo o que passei no nascimento do meu filho...portanto não comemorei, rejeitei conscientemente o fato de estar gravida, mais hoje pude entender o porque de tal rejeição, bem depois de descoberto, procurei o meu médico obstreta Dr.Richielman, aquele o qual cuidou de mim quando eu fiquei hospitalizada a0s setimo mes do meu primeiro filho, já iniciei um quadro de gravidez com infecção na urina, depois veio os enjoos e fraqueza, me sentia debilitada por causa dos vomitos e dos enjoos...meus primeiros tres meses vivia sendo hospitalizada para ficar de dois a tres dias para tomar soro e vitaminas, pois me sentia muito mal, mesmo tomando o dramin para enjoos, não conseguia me alimentar e todo o cheiro que sentia, até da comida na hora das refeições me enjoava, além de que sentia muito sono.
O médico ginecologista obstreta um homem maduro, experiente e bem conceituado, pois tinha até uma matéria mensal que ele escrevia a uma revista de saude feminina, me fazia sentir mais segura, iniciei todo o meu pré-natal com ele, cada vez que ia ao consultório para medir a barriga, verificar a pulsação e os batimentos cardiacos do bebe e verificar a evolução da minha gestação, eu demonstrava a ele um certo receio e medo de que eu viesse a ter novamente uma eclampsia e acontecer alguma coisa na minha gravidez...ele me confortava dizendo que um "raio não cai duas vezes na mesma cabeça", que eu ficasse tranquila porque uma gravidez seria diferente da outra e que eu estava sendo bem assistida por ele, que tivesse pensamentos positivos que tudo iria dar certo...
Sempre tive intuições, e desta vez não seria diferente, mas dei um voto de confiança ao médico e resolvi pensar positivo e só assim consegui curti a minha gravidez, tocava a minha barriga com mais segurança, conversava com o bebe, pois até então não sabia qual o sexo do bebe, só fiz uma ultrassonografia no 4 mes, quando fiquei emocionada ao descobrir que era uma menininha, ainda mais porque ela já tinha um irmaozinho e eu ficaria com um casal...sempre achei bonito ter uma menina para poder enfeita-la, assim como fazia com minhas bonecas...então comecei a preparar o enxoval, muito cor de rosa, lilás, laranja e roxo...tudo muito feminino e alegre! Já tinha até comprado uma pulserinha e brincos de bolinha em peróla e ouro, e tinha encomendado o anelzinho também para quando ela estivesse maiorzinha...queria ve-la linda como uma princesinha...neste período de gestação, estava também passando por uma transformação na minha vida, epóca em que o meu marido estava montando uma micro-empresa de prestação de serviços a Seguradoras, foi uma epóca difícil, de investimentos e sem retornos financeiros...
Mas passamos bem dentro do possível, eu continua trabalhando para ajudar no orçamento de casa por conta dos investimentos com a empresa e me sentia mais cansada, não via a hora de pegar a licença maternidade, minha gestação estava encaminhando bem, mas me sentia triste e não sabia o motivo, era uma tristeza que vinha de dentro da minha alma, sei que toda mulher fica mais sensível quando engravida, mas não se tratava de sensibilidade, era uma tristeza visível e sem motivo, por conta disto meu médico resolveu me receitar um relaxante do tipo calmante com nome de Neozine, era para tomar todos os dias 1 gotinha, funcionava como um anti-depressivo, minha hipertensão estava controlada e eu estava bem, então prossegui trabalhando normalmente e fazendo acompanhamento médico mensal, na rotina do pré-natal foi percebido que ao 8 meses minha pressão arterial tinha subido um pouquinho, o médico resolveu me dar licença médica por 15 dias, para não me atrapalhar na contagem quando eu viesse a tirar a licença maternidade, me receitou um remédio para controlar a pressão, pediu repouso absoluto, que eu continuasse tomando o neozine e que fosse ao consultório dele uma vez por semana a partir daquele momento...fiz tudo isto e minha pressão voltou a normal, então resolvemos marcar a data que seria feita a cesariana, uma semana antes de eu fazer a cesariana ele precisou ir até o Rio de Janeiro em um Congresso médico por 02 dias e deixou um outro médico responsável caso houvesse urgência neste período de ausência, deixou prescrito a solicitação de um exame de us (ultrassonografia) com dopller cardiaco para verificar os batimentos cardíacos do bebe, antes da cesariana e seguiu viagem para o Rio, um dia após a consulta dele, eu me sentia bem, consegui dormir sem me sentir afogando por causa da barriga, mas percebi que minha barriga estava mole ao invés de dura, que quando eu sentava ela parecia tombar para um lado e também não sentia o bebe mexer, achei estranho e comentei com meu marido, concluímos que poderia ser efeito do calmante, ainda sentia o pezinho embaixo das minhas costelas, pois ela já estava encaixada, eu tinha entrado no nono mês e a cesariana ocorreria naquela semana, então ao comentar com eu marido, decidimos que iríamos fazer o exame que o meu médico tinha prescrito no dia seguinte e na própria maternidade aonde eu teria o nosso bebe e esclarecíamos as duvidas quanto ao que eu estava sentindo, sem precisar procurar o outro médico que estava substituindo meu obstreta por aqueles dias... Lembro-me que saímos no dia rumo a maternidade, mais antes passamos no shopping para almoçarmos, pois a maternidade Santa Joana era próximo ao shopping Paraiso, e depois que almoçamos, fomos fazer o exame, esperei pelo meu horário de atendimento, fui chamada, meu marido me acompanhou até a sala de exames, coloquei o roupão branco, e fiquei esperando para o médico do ultrassom vir fazer o exame, ele passou aquele gel gelado e ao colocar e deslizar o transdutor sobre a minha barriga, percebi ele a enfermeira se entreolharem, não ouvi os batimentos cardiacos do bebe...vi o desespero nos olhos do médico e comecei a perguntar o que estava acontecendo, porque não ouvíamos os batimentos do bebe, e porque não estava visualizando os movimentos na imagem de ultrasson do meu bebe?
Ele pediu-me calma e que eu fosse para uma anti-sala que ele viria conversar comigo, pediu para a enfermeira me acompanhar e que meu marido ficasse na sala para passar o telefone do meu médico obstreta para ele...
Naquele momento entendi que alguma coisa grave estava acontecendo com meu bebe, e comecei a entrar em desespero e chorar, a enfermeira, me pediu calma, me levou até a capelinha da maternidade e me trouxe um copo de agua, dizendo que estava tudo bem, eu indaguei então porque meu marido estava la dentro e porque ele queria o telefone do meu obstreta, ele esta neste momento no Rio de Janeiro em um Congresso...a enfermeira me olhava piedosa e me pedia calma, eu conseguia ler nos olhos de piedade dela o que viria acontecer...chorei muito e orei, diante da imagem de Cristo e da virgem Maria, para que me acalmasse e que me amparasse tamanha a dor que sentia no meu peito, sabia que tinha acontecido algo mas não queria acreditar, abraçava a minha barriga e chorava, pedindo a eles que não deixasse acontecer o que estava pensando...neste momento meu marido apareceu com os olhos cheios de lágrimas e me abraçou forte, se preocupando comigo para que eu não desfalecesse, pediu para a enfermeira medir minha pressão e voltamos a sala do médico radiologista que fizera a ultrasson e ele me disse que o resultado do exame de ultrasson, infelizmente acusou a morte do meu bebe e que isto tinha ocorrido a três dias dentro da minha barriga, eu chorei e soluçava diante da situação, não conseguia raciocinar com isto tinha acontecido comigo, neste momento meu médico já estava no telefone para falar comigo e me explicou que estaria voltando do Rio de Janeiro para me ver, antes me perguntou se eu tinha passado mal ou sentindo alguma coisa, que ele sentia muito, mas que eu teria um bebe natimorto e que tudo levava a crer que fora devido a pressão intracraniana...me perguntou também se eu queria fazer uma cesariana ou tomar remédio para abortar...
Ahh! meu mundo caiu, chorei muito, e pedi que me preparassem para a cesariana, jamais aguentaria tomar remédio para abortar uma criança de 09 meses, seria muito maior o meu sofrimento do que o corte que teria no meu ventre, e me preparam para o centro cirurgico
Eu não conseguia parar de chorar e ver que ao meu redor, tinha outras mães que estavam sendo preparadas para darem a luz também, mas que teriam seus filhos nos seus braços, enquanto eu não teria o prazer de segurar a minha filha e ouvir o choro dela...minhas lágrimas derramavam e molhavam todo o roupão que eu usava enquanto aguardava a chegada do meu médico, observava tudo o que acontecia no centro cirurgico e cada mãe que era preparada e levada para o centro cirurgico era motivo de mais lágrimas minhas serem derramadas...
Meu médico chegou e veio falar comigo, me pediu perdão...pois se lembrou que eu andava triste e com medo, pois fizera sentido o meu pressentimento e que ele me dissera que um "raio não cai duas vezes na mesma cabeça" como ele se enganara, pois jamais durante toda o tempo de profissão dele, isto aconteceu com uma paciente dele e como ele se enganou e foi infeliz em dizer uma frase destas...que eu mereceria toda a atenção dele, apenas pedi que chamasse meu marido e que ele autorizasse a ele ficar no centro cirúrgico comigo, pois eu precisaria demais dele segurando a minha mão...depois de todo paramentado para adentrar ao centro cirúrgico, meu marido segurava minha mão, receoso, enquanto se faziam os procedimentos cirúrgico, pois eu estava querendo desfalecer e me sentia muito mal, ele fica desesperado chamando pelo meu nome e dando tapinhas no meu rosto com medo de que fechasse os olhos, e eu queria me entregar, não teria mais sentido, eu não teria minha filha nos meus braços, mais ele me fez lembrar que eu tinha um filho em casa esperando pela minha volta e que Deus tinha nos salvado, com tudo o que nós passamos, foi aonde eu reagi e fiquei forte para terminarem o parto, até o momento de virem coma minha filha enrolada em um lençol branco...ah como chorei me neguei e não queria ve-la, porém o meu médico disse vc vai ver sim...precisa ver, pois passou nove meses sonhando como ela seria e agora não quer ve-la...nossa! quanta dor, eu só chorava, meu marido também soluçava de chorar e pude ver que a emoção tomou conta de toda a equipe médica que estava no centro cirúrgico, a enfermeira com o bebe, segurando do meu lado, colocou ela em cima de mim, e eu chorei tanto...porque queria sentir um sopro de vida, que alguma coisa acontecesse e ela sobrevivesse como que um milagre...a única imagem que tenho dela era de que ela estava suja de sangue e de placenta, pois acabara de nascer, tinha uns traços bonitos, branquinha, cabeluda, cabelos pretinhos, parecia que já nascera penteada, narizinho, boquinha tudo perfeito, perguntei a enfermeira se os dedinhos das mão e dos pés eram perfeitos...e ela me respondeu ela é perfeita, linda, nasceu com 3.250 grs e 47 centimetros.
"Ser importante é fazer com que as pessoas gostem de voce, assim do jeito que voce é...
E se alguém não der importância a isto, este alguém nunca foi importante para você"

A madrugada companheira do equilibrio

Hoje é dia 23 de Janeiro agora são exatamente 23:34 hs, uma noite de chuva em um sábado paulistano, meu dia foi corrido, uma arrumada na casa, um banho quente no meu dog e saida para fazer compras de supermercado com minha mamis, uma senhora de 64 anos, viuvá, dedicada, otima avó e que cuida de mim ainda até hoje...rs, me sinto uma bebezona... que privilégio ...
Peço a Deus que lhe dê muita saude, proteção e lucidez...pois ela é meu porto, meu tudo, a razão de continuar me levantando todos os dias para mais um dia de labuta...
Ao arrumar a casa, hoje não faxinei só arrumei, mexi em algumas gavetas e encontrei meu antigo diário, sabe aqueles diários que escrevemos e tem a chave...sim as folhas estão meia amareladas, ele esta tão estufado e gordo, pois tudo o que eu ganhava, fosse bombons, balas, cartões, bilhetes, até uma rosa seca eu encontrei, foi o primeiro buque que eu recebi, legal poder encontrar isto e recordar aquele momento...eu colava nas folhas, datada e coloca o nome de quem ganhei...nossa! muitas lembranças me vieram a mente, tantas boas, como ruins...me fez voltar e pensar que naquele momento o que escrevi poderia ser diferente do que eu penso hoje, só percebemos as mudanças em nosso eu, quando temos o habito de escrever tudo o que passamos, graças a Deus evoluímos em muito os nossos pensamentos, atitudes e ações...isto se chama amadurecimento...
E mais uma vez me pego escrevendo ou melhor teclando, que agora com uma tecnologia avançada, tenho um blog, o que não deixa de ser um diário virtual, ao invés de escrever com caneta e deixar minhas memórias escritas, eu gravo em um pen-drive, e posso abri-lo a qualquer momento, onde quer que eu esteja, pois ele está ai, na net...sendo visitado e visto por pessoas que assim como eu se identificam com esta forma de viver a vida, muitos até criticam achando desnecessário me expor, não me importa o que os outros pensam ou acham da minha pessoa.
O que me importa é ser uma pessoa correta, integra, que não faz e nem deseja o mal de ninguém, defeitos tenho muitos, mais minhas qualidades se sobressaem muito mais do que os defeitos, e eu estou tentando corrigi-los, não sou uma pessoa hipócrita, tenho consciência do que é preciso ser feito a cada erro que cometo e escrever também é uma forma de nos transformar, de mudarmos e nos corrigirmos...portanto caros amigos as criticas não vão me atingir, estou aberta a troca de experiências, aonde eu aprenda e cresça como um ser humano...e para me sentir plena é necessário ser estável, e para ser estável é necessário equilíbrio entre ser alegre e incoveniente... e eu estou em busca deste equilíbrio...por isto estou me libertando das amarras, do que tenho dentro de mim, estou colocando para fora, que sirva de experiência ou não a outras pessoas...mais é uma história de vida, a história que foi vivida por alguém de carne e osso e não um conto...

PARTE DE MIM, ÉS A MINHA VIDA...

Eis aqui a razão da minha vida, o meu filho tão amado, o qual nasceu de um parto difícil, e sobrevivemos juntos os dois, a vontade dele de viver, fomos vitoriosos...graças a Deus! Hoje ele esta com 17 anos, está ingressando no nivel universitário, vai fazer designer industrial, é um rapaz tranquilo, na dele como dizem os mais jovens, tem opinião formada, um tanto genioso como todo canceriano, super reservado não é muito de comentar sobre a vida dele, é um bom filho...Esta na fase das descobertas, das amizades, das paixões...É a puberdade chegou! hoje já não sabemos mais nem lidar com esta fase...Crianças e adolescentes já não são mais os mesmos. Eles participam avidamente do mundo dos adultos e se transformam nos novos convidados da realidade orgástica do consumo e dos prazeres...Isso tudo acontece enquanto seus pais se ocupam diuturnamente com suas próprias vidas, se preocupam em ganhar dinheiro, em sobreviver, em não perder tempo.
Eu sou uma sobrevivente deste mundo, sempre tive que trabalhar fora, e meu filho não muito diferente dos filhos de hoje, não teve muito a presença da mãe e do pai, logo no primeiro ano de vida, teve como referência a baba, depois a presença da avó materna, até os 04 anos de idade...aonde ingressou no jardim da infância...digo sempre que os primeiros anos de vida é que são os momentos mais importantes para acompanhar uma criança, perdi parte deste momento, devido a necessidade de trabalhar fora, a descoberta do falar e formar frases, o andar...tudo o que uma criança normal passa eu não tive muito tempo para acompanhar.
Tomei uma decisão de dar um tempo no trabalho quando ele tinha 04 anos de idade, quis acompanhar de perto a evolução de meu filho, pedi para me mandarem embora do emprego e pude curtir o inicio da educação dele, a entrada no jardim da infância, sabe acredito que nada é por acaso...quando decidi tomar esta atitude para curti-lo, ele teve um problema de saúde, logo que entrou no jardim da infância, ele teve uma meningite viral, eu quase surtei de medo e preocupação, isto porque ele fora vacinado...achava que meu filho iria morrer, os pediatras pediam calma, que era apenas uma meningite viral, diferente da meningococcica que é mais perigosa, não iria nem se preciso ficar isolado, ele iria ser medicado e ficaria bem, como de fato ficou graças a Deus...mais eu no meu medo e super proteção de mãe...sofri por demais de preocupação, foram 03 dias hospitalizados, aonde eu não saia de perto dele....quando disse que nada é por acaso é em relação ao eu ter saído da empresa aonde trabalhava no período certo, porque foi o momento aonde pude me dedicar integralmente no papel de mãe sem me preocupar em ter que ficar ausente no trabalho...pude acompanhar tudo na vida dele, alimentação, a educação, as descobertas da alfabetização, os passeios, teatrinhos, comemorações...tudo o que viria com escolinha...e ficamos muito próximos mãe e filho, ele teve aquele momento de édipo, se apaixonou por mim..rs...tinha ciumes de qualquer pessoa que se aproximasse, fosse o pai dele,, outras crianças, etc...
Fui muito amorosa, super protetora, mais também muito rígida e exigente...as vezes não tinha muita paciência...
Acabei voltando ao jardim de infância, ao ensino fundamental novamente, pois estudava junto com ele nas lições de casa, aonde eu orientava e ensinava...percebi logo na primeira série, que ele trocava muito os fonemas de letras com sons parecidos e que se distraia muito durante a aprendizagem, percebi que ele tinha paixão por desenhar e colorir...até mesmo pelos trabalhinhos artísticos dele serem sempre elogiados pelos professores....ao perceber esta troca de fonemas, me preocupei e fui pesquisar na net...que salvação esta tecnologia de hoje né??? todas as nossas duvidas resolvidas em apenas um clic no mouse! rs...
Na pesquisa feita identifiquei que as trocas de fonemas e a dispersão poderiam ser decorrentes de uma dislexia...O que vem a ser dislexia? É uma dificuldade de aprendizagem em vários graus, fui até o colégio e pedi para falar com os professores e psicóloga pedagoga, explanei minhas duvidas e a descoberta que acabara de fazer...Tanto professoras, orientadora como a psicóloga, dizerem que ele era um aluno normal, apesar de dispersivo, fazia suas tarefas e suas notas estavam dentro da média, os erros de português existiam sim, mais ele estava ainda em alfabetização, mais que iriam ficar mais atentos.
Resolvi leva-lo a ABD - Assoc.Bras.Dislexia e fiz todos os testes para saber se ele era dislexo, realmente teve um grau de dislexia, mais soubemos lidar com a situação e verificar que o lado intelecto dele esta ligado as artes, desenhos, pinturas, por isso que ele vai fazer designer, ele desenha carros muito bem, é um apaixonado por carros turbinados e mexidos, fica alucinado nas feiras de automóvel, desenha verdadeiras máquinas brincando com Mspaint uma ferramenta do windows no computador e olha que não são programas do tipo corel down, apesar da dislexia, passou de ano em todas as séries...se bem que a dislexia dele fora considerada de grau baixo, mais descobrirmos que Albert Einstein dentro outras mentes brilhantes e atores como Tom Cruise, são dislexos e desempenham verdadeiramente bem o que gostam de fazer... Não vimos isto como um problema e sim como aprendizado, além do que fiquei muito feliz por ter sido reconhecida pelos professores, pedagogos e psicólogos como uma mãe preocupada e atualizada, compartilhando com o colégio um problema percebido por mim mesma, sendo que eles mesmo como educadores não tinham notado e com isto, pude ajudar algumas amigas minhas que tiveram ou tem o mesmo problema com os filhos que tem dificuldades na escola. Superado tudo isto, agora ele estará entrando numa nova fase da vida dele, a universidade, a responsabilidade com os estudos, embora ele sempre fora um menino responsável...o sonho de poder dirigir, sim ele já anda sonhando com um carro e sair por ai dirigindo, como disse carros são a paixão dele e a minha preocupação...ele conta os dias e as horas para no dia 21/06/2010, a partir desta data podera tirar a carteira de habilitação para dirigir, pois vai ser a data que vai passar de maior idade...E eu como mãe e protagonista da vida deste ser, oro e peço todos os dias a Deus pela proteção, saúde e discernimento na vida dele...torcendo para que tudo que ele deseje seja concretizado.

Dentro do Centro cirurgico...

23 anos e "bum" uma explosão de acontecimentos em minha vida, já casada...passei por uma experiência nada agradável de me sentir mutilada internamente ao perder uma das minhas trompas uterinas devido a uma gravidez equitópica...fiquei tão mal quando houve a hemorragia, e tive uma parada cardio-respiratória eu cheguei a querer atravessar para o outro lado da vida, sim me vi fora do meu corpo vestida toda de branco em uma rua, ou melhor eu precisava atravessar a rua, me lembro que tinha muito engarrafamento, carros parados, buzinas e pessoas que eu não conhecia, e eu não conseguia atravessar sendo que a faixa de pedestres estava logo a minha frente, mais neste lugar aonde eu tentava atravessar...eu não estava sentindo dor e nem consigo me lembrar que eu tinha marido e família, apenas queria atravessar, pois naquele momento, ão sentia nada que me incomodasse, a unica preocupação que tinha seria de como eu iria atravessar a rua, estava hipotente, não conseguia atravessar, algo não me deixava...foi quando ouvi pelo meu nome...sim quando acordei estava cercada por enfermeiras e pela médica, dizendo para correrem comigo para o centro cirúrgico porque eu havia tido uma parada, foram as palavras que me lembro ter ouvido, já no centro cirúrgico, tudo era novidade...pois até a idade em que me encontrava, nunca tivera entrado em um centro cirúrgico e nem passado por algo do tipo, apesar da dor que sentia pude perceber a sala branca e cheia de equipamentos, barulho das máquinas, a mesa de instrumentos cirúrgicos, lençóis brancos e verdes, aquele espelho grande sobre mim, uma separação que vinha sobre mim na cama, separando o meus membros superiores dos inferiores, entendi que era para eu não ver a cirurgia da cintura para baixo, a equipe médica reunida e olhando para mim, comentavam algo, me sentia uma cobaia, tive vergonha quando percebi que estava nua, lembro-me da dor que senti quando me enfiaram uma agulha na minha espinha dorsal, dizendo que era uma anestesia e que se chamada rack, iria me anestesiar das pernas para baixo, aquilo me queimava por dentro...depois vieram os fios do tipo magnéticos pelo meio peito, minha mão, ligados por um monitor, descobrir também que era para monitorar a pressão arterial, batimentos cardíacos...mais até então tudo era novidade aos meus olhos...por um momento delirei e pensei que o médico anestesista fosse o meu marido, pois eu chamava pelo nome dele insistentemente...pensava que eu ria morrer ali no meio daquilo tudo...
Quando a rack fez efeito, não senti mais minhas pernas, a sensação era horrível, parece que eu tinha morrido da cintura para baixo, mais por intuição senti o momento do corte no meu baixo ventre, como um corte de cesariana, ouvi um barulho de algo que expirava como se fosse um aspirador de pó, e depois ouvi também o barulho da tesoura, cortando algo, imaginei que era os pontos que estavam sendo cortados a cada laçada dado pela agulha, os médicos falavam entre si e eu não conseguia entender, me sentia meia drogada e nauseada por causa do efeito da anestesia e lutando para não dormir, achando que não iria mais acordar...
Quando terminou a cirurgia no momento dos enfermeiros me pegarem da cama cirúrgica e me passarem para a maca, observei que a cama estava lavada de sangue e vi na lixeira, muitas gases sujas de sangue...era a hemorragia que eu tive..que fora estancada e retirada a trompa uterina que teve o vazamento de sangue... Fiquei em uma semi-uti para observação depois da cirurgia, naquele momento passaram tantas coisas pela minha cabeça, um medo terrível, não sabia o que viria depois...não conseguia raciocinar direito, sentia muito frio, meu corpo tremia tanto... me sentia hipodérmica, pedi vários cobertores para a enfermeira e o frio não passava...foi uma experiência unica...Até o momento em que me liberaram para o quarto, fui rever meu marido somente no dia seguinte, estava acabada, devido a rack fiquei sem travesseiro, usando uma sonda e sem poder levantar durante 24 hs, não tinha me banhado e achava que o corte que tinham me feito era enorme, quando passava a mão pelo curativo...
Pensei como pude passar por isso, estava recem casada, curtindo ainda minha lua de mel... e já estava ali dentro de um leito de hospital, mutilada, com medo de não poder mais engravidar e me sentindo um patinho feio, por causa da minha cicatriz que tinha ganhado no meu ventre, sem ao menos ter sido mamãe...foi um momento dificil, tive muito apoio e carinho do meu marido e familia ...mais superei.
E logo engravidei novamente, agradeci a Deus a facilidade de engravidar com somente uma trompa, mais também passei por momentos dificeis, no começo enjoava muito, perdi peso, tive que ficar hospitalizada nos tres primeiros meses para tomar soro, pois nada parava no meu estomago, passado os tres primeiros meses, meu organismo se acostumou e levei bem até o sétimo mês, aonde tive a perda do meu pai que veio a falecer, passei por fortes emoções e preocupações e acabei sendo hospitalizada novamente para segurar o bebê, foi aonde conheci um médico que gostei muito do modo como cuidou de mim e era obstreta, acabei trocando a médica que me acompanhava no pré-natal por este médico...a postura e inteligência dele me fizeram me sentir mais segura, ele me deu alta e disse que meu bebê viria na hora certa aos nove meses como tinha que ser, ficou acertado com ele, que ele seria meu médico obstreta a partir daquele momento...tive alta e muitas recomendações, para repousar, tentar não ficar triste, visto que eu estava de luto, q isto fazia mal para o bebê etc...
Quando estava completando 36 semanas, tinha um matrimônio da minha tia, eu fui com aquele barrigão enorme, mais já me sentia cansada e com uma sensação que não sabia descrever...mais chegando lá tive uma crise de choro...chorei tudo que havia repreendido pela perda do meu pai, pois me lembrei muito dele, estava muito recente ainda, fazia 02 meses que ele havia falecido, e quando vi toda a familia reunida e não vi o meu pai...entrei em desespero e chorei muito...
Neste mesmo dia de madrugada, meu marido disse que eu estava agitada e ele me ajudou a ir até o banheiro, aonde eu passei muito mal, com vomitos..estava tendo convulsões e ele desesperado não sabia o que fazer...se me segurava ou se ligava para pedir ajuda...disse que eu estava ficando com os lábios roxos, ele via minha barriga mexendo e imaginava que o bebe estava sofrendo também...me levou de volta para a cama e foi procurar por ajuda de vizinhos...uma vez que não conseguia nem dirigir de tanto nervoso, eu já estava desacordada e convulsionando, nisto ele já tinha ligado para a mãe dele, o qual vieram prontamente para ajuda-lo a me levar para a maternidade ... Como eu já tinha minha malinha pronta...pois já estava entrando nas 36 semanas, eu já havia deixado o quartinho do bebe arrumado, a minha mala e a mala do meu bebê, ele me banhou e me vestiu, pois era de madrugada eu estava de camisola...fomos direto para a maternidade Santa Joana, ele me deixou deitada no banco traseiro no colo da mãe dele e contou que desde de casa até a Maternidade eu convulsionei 08 vezes...chegando na Maternidade deram entrada direto no Centro cirurgico, minha pressão arterial estava 21x18, por isto estava convulsionado, eu estava tendo uma eclampsia, não tiveram tempo de ligar nem para o meu médico obstreta, fui socorrida pelo obstreta de plantão, não havia tempo para esperar meu médico chegar eu e meu bebe corríamos risco de vida...
Foi tudo muito corrido, não tive nem tempo de filmar meu parto como havia programado, os médicos não permitiram também devido ao meu estado grave, fizeram a cesariana e nasceu meu filho lindo Fabian, Não vi nem o nascimento do meu filho, estava num pré-coma, não reagia a nada, foi Deus quem nos salvou...
O desespero na sala de espera tomava conta do meu marido e familiares, até que veio a noticia de que conseguiram salvar o bebê, que ele havia nascido, passava bem...mais que a mamãe dele não estava bem...meu marido passou mal e pensou que eu não resistiria e se apegou a orar, chamando atenção de todos que estavam nas salas de espera, aonde fizeram uma corrente de oração para mim...
Passado tres dias do nascimento do meu filho eu acordei e não me lembrava de nada, estava fora de mim, sem saber que dera a luz, não conseguia nem segurar o meu bebe sobre mim para amamenta-lo, estava imensa devido ao inchaço provocado pela eclampsia, digo pressão alta...
Foi aonde me dei conta que havia sido mãe e me contaram o ocorrido....Fui salva eu e ao meu filho pelos médicos de plantão do Hospital Santa Joana e pelas mãos de Deus misericordioso, pois segundo os médicos foi um milagre... nenhum dos dois, nem mãe e filho tiveram sequelas de todo este sofrimento...ele veio ao mundo, foi guerreiro, quis viver e me salvou também para eu poder cria-lo...pois já era parte de mim, ligado a minha vida pelo cordão umbilical e precisava muito da mãe dele junto dele, tão pequeno e indefeso...inclusive ele na hora de nascer, devido as convulsões que tive e a pressa dos médicos em tira-lo do meu utero, para ele não ter falta de oxigênio, sofreu um pequeno corte aurelicular atras da orelha, na hora de passarem a lamina para me cortar, acabaram cortando atras da orelhinha dele também, pois ele estava de ladinho já em sofrimento...segundo meu marido, quando foram ve-lo pelo espelho no berçario, levaram um susto de ve-lo com uma atadura enorme na orelha direita, foi aonde o médico pediatra veio explicar que fora um corte devido a correria da cesariana, mais foi pequeno e a cicatrização ocorreu rapidamente...

Pacto!

"AMIZADE É O ENCONTRO DE DUAS SOLIDÕES, QUANDO DUAS SOLIDÕES SE ENCONTRAM, ACONTECE A COMUNHÃO"

E agora qual caminho seguir...

Saindo do colegial aos 17 anos, me apaixonei, foi amor a primeira vista por um lindo moreno, nos vimos por acaso em uma rua de esquina e trocamos olhares, e acabamos seguindo o mesmo caminho, ele andava a minha frente mais olhava para trás... estava com um grupinho de amigos e eu com mais 02 amigas, ao seguirmos em frente cada qual com seu grupinho, mas seguindo a mesma rua, cruzamos com um ex professor, onde paramos para cumprimenta-lo e eis que ele e seus amigos...também estavam conversando com este mesmo professor, que por coincidência também fora professor dele..

Resumindo, ficamos nos conhecendo e nos enamoramos um pelo outro, éramos jovens e cheios de expectativas, eu não tinha tido nenhuma experiência com namorado anteriores, digo namoro sério, tive namoricos no ginásio...afinal de contas eu só tinha 17 aninhos, vivemos uma paixão intensa, noivamos e fizemos planos como todos os noivos fazem de se casarem, constituir família...ficamos juntos por 07 anos, compramos algumas mobilias...e nesse tempo mudei também de emprego e começei a trabalhar em uma Seguradora...só não sabia que lá seria o começo de uma nova história de amor na minha vida.

Foi que conheci aquele que veio a ser meu marido... Engraçado o destino da gente né! fiquei noiva por 07 anos de um rapaz a quem eu pensava que amava, que tinha os mesmo anseios e idade que a minha...mais talvez o longo tempo de namoro e as dificuldades da epóca de se divertirem e sair para lazer, tenha nos afastados e deixei entrar em minha vida uma pessoa mais velha que eu, um homem maduro, que já tinha tido relacionamentos anteriores, tinha uma experiência e visão de vida que eu ainda não tinha, fora casado durante um período e tinha um filho deste casamento.

Algo que foi acontecendo dia a dia, amizade, admiração, companherismo e enfim a descoberta de um novo amor...afinal trabalhavamos juntos...

Quando começei trabalhar nesta empresa, nem imaginava que poderia a vir gostar ou me envolver com alguem, afinal eu pensava que estava resolvida amorosamente, pois era noiva e comprometida...mas hoje vejo que era uma camuflagem...algo não estava sólido e nem tão bem assim...pois neste espaço que existia...entrou alguem na minha vida!

Ainda me lembro que quando começei a trabalhar nesta empresa, aonde ele era perito, ele não estava eu nem sabia da existência dele, só fui me dar conta no meu terceiro dia, quando ele adentrou ao departamento, fazendo baruho ao abrir a porta e desejando um sonoro BOM DIA a todos! esta ausência dele se deu pelo fato de ele estava viajando num outro estado (Goiania) a trabalho da empresa...Ao ouvir a voz dele e o barulho da porta se abrindo, me virei para ver de quem se tratava, vi a figura dele, homem branco, estatura média, camisa branca com listras verdes na vertical, uma das mãos segurando uma mala executiva...olhares se cruzaram!

Respondi Bom Dia e voltei minha atenção a concluir o que estava fazendo, quando ele passou pela minha mesa e

foi até um outro colega de trabalho perguntar quem "eu" era! e o colega prontamente disse em tom alto, esta é a fulana que começou a trabalhar aqui esta semana, me apresentou a ele, que me estendeu a mão, neste momento estava com a cabeça baixa, datilografando um relatório (naquela epóca era maquina de escrever) e ao erguer a cabeça, fiquei inerte, olhei para ele, não estendi a mão e só consegui dizer "Oi tudo bem? mas acho que ja nos conhecemos de algum lugar!"...foi o que consegui dizer ao ser apresentada a ele, aquele rosto não me era estranho...

Incrível mais foi justamente o que achei, o rosto dele me parecia tão familiar, sentia como se o conhecesse de outras vidas, longas datas....Ele um gentleman, inteligente, prestativo, super carinhoso, amoroso e muito romântico, do tipo que manda flores todas as semanas, porque era isto que acontecia comigo, eu recebia um buquê de lindas rosas vermelhas toda segunda-feira para iniciar a semana, no começo não tinha assinatura de quem me enviava, mas eu descobrir que era ele pela letra que vinha escrita no cartões, escrevia-me mensagens de amor e se declarava apaixonado desde do dia que me viu, fiquei recebendo rosas por um mês inteiro, isto me fez sentir como a pessoa mais importante do mundo, uma princesa mesmo como ele me chamava...depois da descoberta, houve a declaração e isto me deixou tão indecisa e confusa, afinal de contas eu ainda era noiva e ele também tinha uma companheira, neste momento já não sabia mais o que sentia pelo meu noivo...como disse já tinha algumas mobílias compradas, enxoval pronto, faltava mais móveis, alguns detalhes, estavamos esperando ele se forma primeiro para nos casarmos.

Diante de toda esta insegurança e confusão de sentimentos, não quis dar nenhuma esperança a este novo sentimento que começava a florescer. Mas quando vi o brilho e as lágrimas nos olhos daquele que viria a ser o meu marido, percebi que ninguém me amava tanto quanto ele, ficamos mantendo um flerte...até eu me decidir o que faria dali para frente, não podia simplesmente desmanchar um noivado de sete anos e planos futuros a me relacionar com uma pessoa que eu mal conhecia, mas que me falava de amor e que me fazia bem.

E com isto ele me fez muitas loucuras de amor, o que só vinha a me provar e me fazer sentir o quanto eu estava sendo amada... ele já tinha terminado um relacionamento que mantinha, dizendo que não conseguia seguir adiante, pois não me esquecia, e passou a se dedicar em me conquistar, entre mensagens enviadas, flores, doces, presentes e encontros constantes, foi o que precisava para ter coragem de colocar um ponto final no meu noivado também falido, meses pensando, confusa por que não queria admitir que eu já não amava mais ao meu noivo, decidi romper meu noivado e comecei a namora-lo, nos casamos após 08 meses...

Passei a ser uma dona de casa e continuei trabalhando, curtimos muito, viajamos bastante, tínhamos muitos amigos os quais frequentavam nossa casa, e quis engravidar logo, não queria esperar muito...mais sofri ao descobri que minha gravidez desejada foi equitópica, o óvulo ficou preso nas trompas uterinas e não teve espaço para o óvulo crescer... sentia dores horríveis...até vir a ter uma hemorragia intra-uterina que me ocasionou uma parada cardio-respiratória...o qual eu voltei para muitas outras coisas que eu ainda teria que passar...

"INSENSIBILIZADOS SÃO AQUELES QUE MORREM E NÃO SABEM QUE MORRERAM" (Jefferson Robal)

Adolescência x minha Primeira Paixão

Eu via tudo cor de rosa quando me apaixonei por um menino chamado Jonas, eu estava na sexta série e ele na quinta...
Ir para a escola se tornou algo muito agradavel e um verdadeira preocupação pois queria sempre estar bonita, maquiada com roupa da moda, me lembro bem naquela epóca eram as melissinhas do tipo furadinha, sandalias plásticas e coloridas de cordinhas de amarrarem nas pernas e tenis do tipo all star coloridos ou do tipo botinha, as mais corajosas usavam kichute, mais eu era mais feminina e prefira all star ou conga coloridos...
Nossa queria muito uma melissa e um par de tenis all star de cada cor, me preocupava com detalhes do tipo o brinco vai combinar com o tenis e ou sandalia, não queria usar o avental...que era o uniforme da escola, usavamos um avental do tipo jaleco...achava que ele esconderia a roupa e não teria graça combinar os brincos com os sapatos...
Naquela epóca era febre das meninas usarem brilho labial com embalagem de morango, pulserinhas gravadas feitas com linhas coloridas...roupas coloridas do tipo new wave...eu vivi a epóca dos menudos...então adorava usar roupas colorida com tons verde limão, coletes laranjas, roxos, rosa e pink e usar bandanas e fitas trançadas e coloridas na testa...acho que foi uma epóca super legal...calças do tipo balone, muita cor, tudo muito bonito para a minha idade...
E quando me via apaixonada queria tudo, sonhava, ficava ensaiando como seria o meu primeiro beijo, beijava o dorso da mão para saber se iria dar certo...quanta inocência, fica com as mãos suando, quando via o garoto que gostava, o coração parecia sair pela boca...e bastasse uma troca de olhar, ou um sorriso...nossa! para mim era como se tivesse ganhando um prêmio...meu dia se floria todo...o namoro era só na escola do tipo escondido, tudo muito sigiloso, só as amiguinhas mais intimas sabiam...
Eu tinha medo de que meus pais soubessem...era uma paixão pura, cheia de medos e descobertas, na inocência mesmo, pegar na mão, dar um beijinho, abraçar, tomar um picolé na hora do intervalo, ou um guaraná, ficar num cantinho mais afastado para poder dar um beijo, recadinhos apaixonados enviados pelo correio elegante, deixados na lousa, cartinhas com papel de carta especial e perfumadas...rs
Ficava dentro da sala de aula, e sempre procurava um jeito para ir ao banheiro, dar um passeio pelo pátio, para ver o meu principe, esperava ansiosa pelo horário do interva-lo...para poder ficar com ele...esta minha paixão durou todo o meu período de ginasio, quando eu fui para a oitava série fiquei triste porque não iria mais ve-lo, aquele seria meu ultimo ano na escola, uma vez que eu estava adiantada um ano a mais que ele...
Eu teria que fazer vestibulinho e ir para uma outra escola que tivesse colegial....
Neste período, me apaixonei, sofri que nem uma condenada por ciumes..rs, chorava, não queria comer, ficava isolada num canto, tudo isto só porque eu via ele conversando com outras meninas...e ele gostava tanto de mim e também sentia as mesmas coisas quando me via em rodinhas com amigos...tanto sofrimento por falta de dialogo e maturidade...eram só birras de adolescentes apaixonados...
Curti muito musicas do Ritchie com sua menina veneno, Dalton (com a musica muito estranho) todas dos menudos, RPM, Jackson five e sonhava a minha paixão cor de rosa...rs

Adolescência, tudo cor de rosa...

Eu como adolescente fui uma garota sossegada, super tranquila na minha, não dei muito trabalho não!!!
Tinha bastantes amigas, sempre fui muito popular na escola...tive ensino em escola estadual até o ginasio e isto causava uma certa inveja nas meninas e elas viviam querendo me pegar na hora da saída...implicavam até com o meu sorriso...
Ja fui rodeada por grupinhos de garotas furiosas querendo quebrar meus dentes..rs...passei por boas, se não fosse meus amigos, uiui...eu poderia até apanhar, mais com certeza daria umas arranhadas também...o problema é que elas nunca vinham em minha direção sozinhas, sempre em grupinhos...ai já é sacanagem né...
Nunca fui preconceituosa e nem de mexer com ninguém...como disse era sossegada e muito na minha...o que causava inveja era porque eu sempre fui muito rodeada de amigas e amigos, me relacionava bem com os professores, funcionários da escola, e sempre com a turminha de series mais avançadas que a minha...e eu nem namoradeira era para a minha idade, claro tinha as paquerinhas, que ficavavam só no olhar e naquelas brincadeirinhas de "Stop", aonde vc colocava uma pessoa de estatua sem se mover e pedia para alguem ir lá tirar do castigo com um beijinho do tipo selinho ou duplo que era na boca...e isto causava um certo frison nas moiçolas...porque conseguiam ganhar um beijinho de algum admirador...ficavamos ansiosas esperando pelas festinhas que aconteciam na escola do tipo junina, dia dos professores e outras comemorações para fazermos bailinhos e podermos dançar com os nossos paqueras...tudo muito lindo, inocente, sonhador...correrio elegantes com declarações apaixinadissimas...embalagens/papel de balas amarrados com o significado de que quem ganhasse um destes papelzinho iria ganhar um beijo de quem enviou...ahhhhh!!! quantas lembranças gostosas...
Tempos bons aqueles! tudo era muito inocente...é claro que já existiam uma turminha da pesada, a gente era orientada a ficar de longe desta turma, a não fumar, a não ficar namorando na porta da escola, a não cabular aula...me lembro que a unica preocupação que dei aos meus pais, era porque adorava dançar, e saia para as matines da vida, mais nunca passei a noite fora na balada como dizem hoje...era só matinê...cineminha e festinhas na casa de amigas..
A educação fisica era as aulas mais esperadas, pois tinhamos atividades do tipo ginástica ritmica, voleybol, handbol, coreografias e os meninos iam até lá na quadra para ficarem olhando as meninas que vestiam micro saias branca toda plinsadinha com shortinho vermelho por baixo...a paquera rolava a solta...
Minha adorada professora Miriam.. ah! como a admirava, a achava tão linda, charmosa e com um corpo escultural, além de uma excelente professora, era muito exigente e brava e exigia que suas alunas estivessem impecaveis, uniforme completo estando limpo e branco, cabelos sempre presos com um rabo de cavalo, Dava altos esporros nos meninos e pedia a eles para irem embora e deixarem suas alunas fazerem suas aulas em paz...rs...uma comédia! como ela nos protegia contra aqueles que eram depósitos de muita testosterona e com hormônios exalando por todos os poros...eles a encaravam e brigavam, dizendo que não iriam sair dali..rs...pois estavam só admirando tudo...rs
Quantas lembranças boas, a minha adolescência meus 11 anos, como foi bom te-los vivido... momentos felizes, sem as neuras de sentimentalismos da primeira paixão, aquela que da borboletas no estomago e um mundo cor de rosa..rs

Infancia doce jardim....

Sempre fui uma criança introspectiva e timida, filha de pais soteropolitanos que tiveram uma vida dura lá pelos sertões da Bahia, sem regalias e oportunidades de estudar, foram para o Paraná onde eu e meu mano nascemos, depois de um tempo vieram para São Paulo com um sonho de melhorarem de vida, nascendo aqui minhas duas irmãs...
Minha infância foi normal como a de qualquer outra criança, brinquei muito de casinha, de boneca, na rua com as molecadas da minha idade e por esta razão vivia queimada do sol, meus dentes ficam cada vez mais brancos ao realçar com a minha cor de pele bronzeada pelo sol...
Naquela epóca...moravamos todos os parentes pertos, eu adorava por ter muitos primos e primas, festinhas de familias eu pude curtir tudo isto...
Na idade escolar, tive anseios, medos e me sentia timida, tinha medo até de falar com a professora para esclarecer minhas duvidas, apesar de ser timida e introspectiva, fazia e cultivada amizades facilmente...
Me sentia muito responsavel para a minha idade e me cobrava muito, tinha dificuldades de aprendizado e por vezes me xingava e me sentia burra, mais guardava tudo isto para mim...e me esforçava no máximo que pudesse para ir bem na escola...e consegui superar isto, sempre tive boas notas dentro do consideravel... o inicio do ano escolar foi um misto de medo, alegrias e encantamento, me lembro até hoje o nome da minha primeira professora ela se chamava Angela, poder descobri as letras do abecedário cantando me deixavam fascinada...aquele mundo de medos e de descobertas foram realmentes marcantes...até hoje me lembro do meu uniforme, eram aqueles sapatos colegial pretos de cardaço, saia plinsada xadrez e camisa branca com o bolso da escola...me sentia tão pequena e tão grande ao mesmo tempo..rs
Os lápis coloridos, o caderno de desenho, a cartilha encapados com papel plástico xadrez, o mesmo que usavamos como toalha de mesa para nossas carteiras, tudo novinho, tão bonito, tão cuidado, com clipes coloridos para não fazer orelhas nos cadernos e cartilhas...adorava colorir as figuras que eram mimeografadas sentir aquele cheirinho de alcool e aquela cor azulada...eram fantasticos! na minha ingenuidade eu não entendia como ela conseguia fazer cópias para toda a sala tão bonitas e perfeitas! e com todas estas descobertas, vieram as cantigas, o teatrinho, as danças, as quadrilhas era um contentamento sem igual...

Quem eu sou...

Estou em um momento de renovações internas, estou fazendo uma reflexão de minha vida, uma auto-analise, para poder encontrar o meu próprio "eu"...
Sabe as vezes me pego pensando o q eu vim fazer aqui nesta vida? são tantas perguntas e questionamentos sem respostas...nem eu sei de mim...rs...loucura né?
Crise de identidade mas quem eu sou? me questionando sobre isto..resolvi escrever aqui todas as minhas experiências de vida, vou tentar colocar tudo o que me lembrar...até mesmo para fazer uma viagem ao tunel do tempo e tentar resgatar aquela...a quem eu nem sei quem é...quero me descobri...
Afinal de contas a vida é uma aprendizagem e todos os dias aprendemos, mesmo achando que ja sabemos de tudo....
São tantos os questionamentos de existência, o vazio que ainda sinto no peito, sendo que tenho uma familia maravilhosa, pessoas que gostam de mim... o que me falta? porque me sinto tão vazia é isto que me questiono? Muitos dizem que falta alimentar o lado espiritual!
Mas como? se creio em Deus e em seu filho Jesus Cristo que morreu por nós na cruz, creio também que somos aquilo que pensamos e que atraímos...na verdade temos o porque de cada ação...tudo isto esta escrito no livro da vida de cada um, ser uma pessoa boa, pensar e amar ao próximo, fazer sempre o bem e desejar somente coisas boas... esta é a minha filosofia de vida.
Não preciso estar nos templos e igrejas para me encontrar com Deus...
Busco por Deus no meu dia a dia, nas minhas angustias, aflições, medos, descobertas...
Sinto a presença dele, em uma flor, em um animal de estimação, no sol, na chuva, em uma criança, em uma pessoa idosa, nas pessoas bondosas, no que me dizem de positivo em momentos de angustias...

Oras!!! então porque este vazio que esta eminente dentro de mim? mas a resposta esta tão óbvia...acabei de afirmar que somos o que pensamos!...então o que eu sou uma vazia? não tenho motivos para me sentir vazia, afinal tenho tudo o que mereço!

Pois é acabei de entender de que este vazio que tenho nada mais é do que fome!

Acordaaaaaaaaaaaaa Meninaaaaaaaaaaaaaaaaa!